Internet, pandemia e nós: o que mudou na nossa relação com o mundo?

No livro “Em busca de nós mesmos”, Pondé divaga sobre a ideia de que tentar mudar o outro impondo nossa opinião divergente e conflituosa nas relações é uma das maiores agressões que você pode cometer contra alguém. Afinal, somos todos diferentes, com diversas histórias e trajetórias que construíram nossa mentalidade, razão e emoção. De maneira inata, sentimos a necessidade de identificação e pertencimento, de uma ideia que una pessoas e estabeleça relações, uma comunidade.

A liderança de uma tribo é estabelecida por aquele que, com poder da influência, conduz palavras, pensamentos e atitudes perante o que se fala e o que se faz. E o momento presente nunca foi tão sensível a essa necessidade de caminho, trajeto, escolhas. Influenciadores e formadores de opinião, diante de uma crise pandêmica mundial, que supostamente obrigou as pessoas a viverem rotinas e vidas completamente diferentes e restritas, mostram que o momento é de virar a chave: é preciso reposicionamento, ressignificação e CUIDADO.

A atenção para a responsabilidade com palavras e atitudes tem sido característica de ordem exigida por todo o público de pessoas que hoje em dia tem a força e potência de tornar alguém merecedor da atenção e o pagar por sua produção de conteúdo. Portanto, nossa necessidade de um ideal a seguir, personificado em alguém, tem um novo formato e novas exigências. Não queremos fake life e nada que não nos pareça útil. Pensando na reflexão de Pondé, reafirmo que iremos ter cada vez mais cuidado para quem entregamos nossa confiança acerca de sua influência e credibilidade, pois sabemos o quão difícil é aceitar outras formas de ser, viver e pensar. Se for pra permitir essa relação líder > comunidade, que seja com cada vez mais verdade, essência e boa intenção. O caso Pugliesi de incoerência, que foi um dos assuntos mais comentados tanto no ambiente online, como no offline, comprova isso.

A idealização desconstruída da relação do até então casal Whindersson e Luisa, também nos traz para esse lugar com o qual temos um apego danado: a zona de conforto. Muitas vezes, mentalmente, e por razões psicológicas, evitamos tudo aquilo que nos tira a estabilidade. Mas é fora dessa zona de segurança que a vida acontece, as aventuras se manifestam e a roda da vida gira. E a sensação é de que ela gira cada vez mais rápido e quem não entendeu o ritmo e velocidade necessárias para “driblar” o desencontro, vai ficar para trás. Portanto, AVANTE!

Beijos,

 

 

Larissa Barreto
@larissabarretog

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